Internet das Coisas – o novo território do Branding

Quando o escritor russo Isaac Asimov escreveu os contos de “Eu, robô” na década de 1940 ele não fazia ideia de como seria a vida no século XXI, nem que sua obra influenciaria hordas de geeks, hipsters, cineastas e escritores.

Em suas fantásticas elucubrações de futurologia ele previu um mundo governado por robôs, monstros com particularidades humanas e todas as mazelas que nos são características. Com um viés bem reflexivo, a estória joga uma luz sobre o papel do ser humano no mundo, questionando se a nossa incessante busca por uma vida mais prática e cômoda não nos tornará inúteis.

A robótica e os robôs humanóides já deixaram de ser fantasia. Já temos modernos dispositivos vestíveis equipados com nanosensores de movimento e tecnologia móvel de última geração. O que era o sonho de um escritor em 1939 tornou-se uma ciência (…). Robôs, como os sonhados por Asimov, começam a caminhar nos laboratórios da Sony japonesa, que vem testando vários modelos destinados a se tornarem serviçais domésticos, como o personagem do conto Robbie. Um dos primeiros robôs a ser comercializado é um humanóide de 1,20m criado pela empresa japonesa Honda e que recebeu, com muita justiça, o nome de Asimo.

Hoje podemos ver um pouco disso na prática, os computadores deixaram de ser monstros ameaçadores e entraram em nossas casas, se tornaram nossas ferramentas de trabalho e de lazer. A popularização da informática nos trouxe a internet e o microcomputador. É esta a parceria entre homens e máquinas que Asimov anteviu em seus contos.

A robótica e os robôs humanóides já deixaram de ser fantasia. Já temos modernos dispositivos vestíveis equipados com nanosensores de movimento e tecnologia móvel de última geração. O que era o sonho de um escritor em 1939 tornou-se uma ciência (…). Robôs, como os sonhados por Asimov, começam a caminhar nos laboratórios da Sony japonesa, que vem testando vários modelos destinados a se tornarem serviçais domésticos, como o personagem do conto Robbie. Um dos primeiros robôs a ser comercializado é um humanóide de 1,20m criado pela empresa japonesa Honda e que recebeu, com muita justiça, o nome de Asimo.

Mas, o que isso tudo tem a ver com Branding? Tudo! Vamos entender.

A necessidade cada vez maior da presença de sensores para conectar objetos físicos ao mundo virtual é uma tendência em franca ascensão, visto que precisamos ter acesso a informações diversas em tempo real para nossas tomadas de decisão mais básicas. Imagine se você pudesse, por exemplo, prever qual é a possibilidade de chuva do dia exatamente na hora de escolher a sua roupa para trabalhar. Incrível, não é? Pois bem, isso já é possível com a chamada “Internet das Coisas”. Um sensor de temperatura conectado à internet pode gerar estatísticas e diversos cruzamentos de informações para traçar padrões e previsões.

Um estudo da Cisco, apresentado durante o Mobile World Congress de 2014, mostra uma evolução vertiginosa no número de dispositivos conectados à internet. Em 1984, eram 1 mil. Em 2010, 10 bilhões. Ou seja, já havia mais coisas do que pessoas conectados à rede mundial. Para 2020, a expectativa é ultrapassar a marca de 50 bilhões. O relatório anual Internet Trends, da consultoria KPCB, apresentado em maio, identifica uma tendência de crescimento vertiginoso de dados provenientes de objetos inteligentes circulando no universo digital.

O fenômeno acompanha a evolução da nanotecnologia e de tecnologias para rastreamento, como o RFID. Todo eletrônico lançado nos últimos anos traz algum sensor embarcado. O Internet Trends cita o exemplo dessa evolução em smartphones. Enquanto o iPhone, de 2007, e o Galaxy S, de 2010, continham três sensores, o iPhone 5S, de 2013, conta com cinco sensores e o Galaxy S5, lançado em 2014, com nada menos do que dez, entre eles identificadores de impressões digitais e de batimentos cardíacos.

Esse gigantesco volume de dados captado pelos inúmeros sensores e câmeras conectadas à Internet das Coisas, e filtrado por meio de ferramentas de BI e Big Data converte-se em informação de alta qualidade e em insights preciosos para a gestão da experiência dos clientes e usuários. É aí que entra em ação o Branding, entendendo e contextualizando as marcas neste universo vasto de informações.

Vale lembrar que apenas 1% das informações que circulam no ambiente digital são analisadas, ou seja, há um enorme potencial sub explorado e uma demanda reprimida capaz de revolucionar mercados e conceber produtos e serviços tão disruptivos que ainda nem cogitamos ser possíveis de criar.

As marcas têm muito a ganhar navegando por estes novos mares, porém, desafios como privacidade e segurança das informações serão a tônica das discussões e novos rumos da gestão de identidade. O correto entendimento e aplicação dos insights e dados provenientes da internet das coisas trará para as marcas novos horizontes de atuação, posicionamento e diretrizes.

Além disso, a multiplicação dos pontos de contato vai exigir maior esforço estratégico de Branding, visto que a possibilidade de criar novas abordagens, interações e relações entre público e marca serão muito maiores.

Serão grandes tempos para se viver e o futuro promete. Pena que Asimov não está mais vivo para presenciar…

Por: Luiz Antonio Alexandre Junior, via http://migre.me/noeR1